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Embora Paulo e seus companheiros tivessem inicialmente planejado seguir adiante com seu ministério, Deus os direcionou para Filipos (leia Atos 16:6-12). Foi o próprio Deus quem controlou a estratégia missionária de Paulo, providenciando oportunidades específicas de pregação e influenciando as respostas dos ouvintes.

Um exemplo claro disso é o caso de Lídia, que creu no Evangelho porque Deus soberanamente abriu seu coração e sua mente para a mensagem (leia Atos 16:13-15). Da mesma forma, o carcereiro foi convertido após um milagre soberano que abalou os alicerces da prisão (leia Atos 16:25-26). Isso nos mostra que Deus é soberano em todos os aspectos da redenção, desde o avanço histórico do Evangelho até os meios pelos quais Ele cumpre Seus decretos eternos.

Deus escolheu usar ministros para pregar a Palavra e reunir os eleitos, concedendo-lhes fé em Cristo. No entanto, esses ministros frequentemente enfrentam oposição ao anunciar o Evangelho. Mesmo diante dessa resistência, Paulo e Silas demonstraram sua fé ao orar e cantar louvores a Deus enquanto estavam presos.

Quando foram libertos, “foram à casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram” (Atos 16:40). Ao confortarem os irmãos ali reunidos, mostraram que a pressão e a perseguição não os distraíram de sua missão de pregar o Evangelho e fortalecer aqueles que haviam sido atraídos pela maravilhosa graça de Deus.

Apesar da intensa oposição enfrentada por Paulo em Filipos, ele trabalhou de acordo com a providência divina para estabelecer uma igreja naquela cidade. Cerca de dez anos depois, ao escrever a carta aos filipenses, Paulo estava aprisionado em Roma. É possível imaginar as lembranças que guardava daquele lugar: os açoites, o cárcere — mas, acima de tudo, a alegria das conversões.

Na prisão, próximo de enfrentar a morte por amor a Cristo, Paulo encoraja os filipenses a seguirem seu exemplo e a proclamarem a Palavra “mais confiadamente, sem temor” (leia Filipenses 1:14), mesmo em tempos de perseguição.

Ele declara:

“Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.”

(Filipenses 1:20-21)

E, por fim, exorta os filipenses — assim como a nós — a permanecerem firmes,

“num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do Evangelho.”

(Filipenses 1:27)

Que vivamos, portanto, para que Cristo seja engrandecido — seja pela vida, seja pela morte.

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