Paulo e Silas, seu companheiro, passaram “pela Frígia e pela província da Galácia”, onde, ao que parece, o Evangelho já havia sido plantado. Na carta aos Gálatas, Paulo fala de ter-lhes anunciado pela primeira vez o Evangelho, ocasião em que fora muito bem recebido por eles (leia Gálatas 4:13-15).
Perceba que, logo depois dessa informação, nós lemos que Paulo e Silas “foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia”, e não há explicações sobre o motivo. Talvez as pessoas ali ainda não estivessem preparadas para receber o Evangelho, como mais tarde receberam (leia Atos 19:10), mas não podemos afirmar. O fato é que, quando “intentaram ir para Bitínia, o Espírito não lhes permitiu”. Ao invés de perguntarmos o porquê de tais impedimentos, devemos ler este registro como um aviso solene para que obedeçamos a Deus em tudo, pois os servos do Senhor Jesus sempre devem buscar e estar sob a direção do Espírito Santo. E, infelizmente, não é o que observamos com frequência nos dias de hoje, não é mesmo?
Como foram impedidos de ir à Bitínia, desceram a Trôade, onde Paulo teve, de noite, uma visão (leia Atos 16:9). “E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o Evangelho”. Um detalhe importante aqui é que o verbo está na primeira pessoa do plural, “procuramos”, ou seja, em Trôade, Lucas (o escritor do livro) se uniu a Paulo e Silas. E, daqui em diante, na maior parte das vezes, quando ele relata as viagens de Paulo, Lucas coloca-se entre o número dos que o acompanhavam.
Paulo e Silas concluíram que o Senhor os chamava para anunciar o Evangelho na Macedônia, e eles estavam prontos para ir onde quer que Deus os dirigisse. Eles trabalhavam com alegria e ânimo, pois percebiam que Jesus os chamava para anunciar o Evangelho naquele momento, naquele lugar e àquele povo. Eles não puderam partir imediatamente para a Macedônia, mas imediatamente procuraram partir. Os chamados de Deus devem ser atendidos imediatamente.
Também tem sido assim conosco? Temos tido a mesma disposição de pregar o Evangelho com alegria? Ou, ainda, temos obedecido ao chamado de Deus? Se sim, rendamos graças ao Senhor por isso. Se não, obedeçamos agora, para que o nosso coração não se endureça!
