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Aqui vemos um dos apóstolos, antes do ministério de Paulo, sendo chamado por Jesus para se entregar totalmente a Ele. Era uma necessidade para servir o Mestre de forma plena. Primeiro, Jesus diz a Pedro: “quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras”. Não há dúvida de que Jesus estava falando sobre “com que morte havia Pedro de glorificar a Deus”; mas Ele estava transmitindo algo mais profundo, algo relacionado a um processo espiritual. E é nesse sentido que o imperativo “Segue-me!” faz toda a diferença.

Na verdade, Jesus estava chamando Pedro para estar totalmente comprometido com Ele, e não há nada melhor do que ser um prisioneiro de Cristo. Tendo sido encarregado de apascentar o rebanho (leia João 21:15-17), o Senhor adverte a Pedro de que ele não encontrará tranquilidade e honra nessa tarefa, mas sim dificuldades e perseguições, e que ele deve suportar o mal que lhe será infligido por fazer o bem.

Uma mudança radical ocorre imediatamente na vida daqueles que abandonam tudo para seguir a Cristo: eles não mais se cingem, mas Ele deve cingi-los. Eles não mais caminham para onde desejam, mas para onde Ele deseja. Que essa seja a nossa meta: obedecer à vontade do Senhor. Não importa quanto tempo teremos de vida aqui, nem a forma como morreremos, mas que o nosso maior desejo, tanto na vida como na morte, seja glorificar a Deus.

Nas cartas de Pedro, encontramos o apóstolo em sua idade avançada, porém ainda cheio do Espírito Santo, lutando contra a apostasia, o pecado e o amor ao mundo. Ele expõe os falsos profetas e prega a Palavra com ousadia. Sabendo que sua morte estava próxima, mas ainda ouvindo claramente o imperativo de Jesus “Segue-me!”, Pedro escreve:

“Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade. E tenho por justo, enquanto estiver neste tabernáculo, despertar-vos com admoestações, sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já me tem revelado. Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha morte tenhais lembrança destas coisas.”

O Evangelho deve impactar o mundo, e sempre que a Palavra de Deus toca o mundo, ele se rebela e tenta nos reprimir. O cristão não recebe nenhuma promessa de ser bem recebido pelos povos da Terra. Não devemos esperar elogios dos homens. No entanto, por sermos prisioneiros de Cristo, somos encorajados a continuar lutando e “destruindo fortalezas, destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” (2 Coríntios 10:5).

O Senhor Jesus nunca prometeu que Seus seguidores não seriam afligidos por causa do Seu nome. Pelo contrário, Ele mesmo declarou: “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lucas 21:16-17). Portanto, como cristãos neste mundo, somos chamados a obedecer ao “Segue-me!” de Jesus, assim como Pedro, Paulo e outros que permaneceram firmes e inabaláveis, mesmo diante do rugido dos leões e do ruído das espadas.

“Não temendo os que matam o corpo e, depois, não têm mais o que fazer. Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, disse Jesus, a esse temei!”
(Lucas 12:4-5)

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