Quando as murmurações na Igreja em Jerusalém foram abordadas e as queixas foram atendidas, os apóstolos decidiram permanecer comprometidos com a oração e o ministério da Palavra. O resultado foi que o evangelho avançou e “crescia a Palavra de Deus” (Atos 6:7), assim como uma semente plantada que produz trinta, sessenta ou cem vezes mais. Como resultado, “se multiplicava muito o número dos discípulos”, e a Palavra e a graça de Deus foram glorificadas por aqueles que eram considerados “improváveis”. Embora alguns se opunham ao Evangelho, “grande parte dos sacerdotes obedecia à fé” (Atos 6:7).

Você lembra quem eram os sacerdotes? Antes da vinda de Cristo, apenas os membros da tribo de Levi podiam exercer funções sacerdotais em Israel. Seu papel principal era mediar a adoração, representando Deus diante do povo e representando o povo diante de Deus. Além disso, eles também eram responsáveis por questões administrativas, jurídicas, educacionais, civis e sociais.

Mas as Escrituras nos ensinam que os sacrifícios, o incenso, o templo suntuoso, os sacerdotes e o sumo sacerdote eram sombras de coisas melhores que haveriam de vir (leia Hebreus 10:1). Em Cristo, um sacrifício completo e suficiente foi oferecido de uma vez por todas (leia Hebreus 9:11–12). As sombras do Antigo Testamento se tornaram as realidades da Igreja do Novo Testamento.

Assim, pela graça de Deus, muitos sacerdotes foram atraídos a superar seus preconceitos e obedecer à fé. Eles foram convertidos a Cristo e todo pensamento contrário foi levado cativo à obediência dEle (leia 2 Coríntios 10:4–5). Hoje, não há mais sacerdotes imperfeitos representando os homens diante de Deus; ao invés disso temos “um grande Sumo Sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus” (leia Hebreus 4:14–15). E, por causa deste novo e vivo caminho, nós, os crentes, somos:

“A geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz!”
(1 Pedro 2:9)

Todo cristão genuíno é um sacerdote real, porque pela obra redentora de Cristo ele tem acesso imediato a Deus e pode servi-Lo diretamente. Este privilégio traz consigo a responsabilidade de anunciar o Evangelho, servir em prol da expansão do Reino de Deus e servir uns aos outros no sentido comunitário. O sacerdócio real sempre fará referência a algo coletivo, nunca individual; um corpo não é formado por um membro isolado, mas por vários membros. Portanto, nem pense em ser Igreja sozinho, pois, juntos e em Cristo somos a Igreja, o Corpo de Cristo!

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