De fato, não há possibilidade alguma de “ver o Reino de Deus” sem passar pelo novo nascimento. E meditar sobre essa verdade é sempre maravilhoso!
A Bíblia ensina que todos os seres humanos estão espiritualmente mortos e, portanto, incapazes de crer por si mesmos. Todos estão subjugados pelo pecado, não possuem o temor de Deus e não têm o desejo natural de buscá-Lo (leia Romanos 3:9,11,18).
Jesus afirmou claramente que os homens são escravos do pecado (leia João 8:34).
Além disso, tanto Jesus quanto o apóstolo Paulo afirmam que as pessoas naturais não podem enxergar (João 3:3) nem compreender as coisas relacionadas ao Espírito de Deus (leia 1 Coríntios 2:14).
É por isso que Paulo descreve aqueles que não foram regenerados como mortos em seus delitos e pecados (leia Efésios 2:1).
O novo nascimento, ou regeneração, é uma obra divina que transforma o coração humano e nos liberta da escravidão do pecado. No Antigo Testamento, antes da encarnação de Cristo, os profetas já destacavam o papel soberano de Deus em conceder vida espiritual (leia Jeremias 31:33; Ezequiel 36:26–27).
No Evangelho segundo João, essa verdade se torna ainda mais clara: a regeneração é uma obra realizada exclusivamente por Deus. Observe:
“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te admires de eu te dizer: necessário vos é nascer de novo.”
“Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e os vivifica,
assim também o Filho vivifica a quem quer.”
Vale ressaltar que o próprio João já havia ensinado que os salvos “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:13).
Isso significa que, assim como um feto não tem poder para escolher quando nascer, também nós não temos poder para decidir quando ou como nascer de novo.
Somente Deus pode realizar essa obra em nós.
Soli Deo Gloria!

