Após revelar aos seus discípulos que deveria sofrer e que estava pronto para isso, Jesus enfatizou a importância de que seus seguidores também estivessem preparados e dispostos a passar por sofrimentos no processo de discipulado.
Ao falar sobre discipulado, precisamos lembrar que ele não se refere apenas ao ato de ensinar aos outros, mas também de aprender. É de suma importância recordar que todos estamos sendo ensinados pelo Mestre Jesus; isso significa que estaremos em constante aprendizado e, consequentemente, sempre teremos o que ensinar e compartilhar uns com os outros.
Jesus começa a apresentar os termos do discipulado com a seguinte declaração:
“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo...”
Essa condição é essencial para todos aqueles que, assim como um servo dedicado ao seu Mestre ou um soldado leal ao seu Capitão, desejam fazer parte daqueles que seguem a Cristo com um propósito sincero e uma determinação inabalável. O cristão é conhecido por ter renunciado a si mesmo e recebido a Cristo Jesus como Senhor absoluto (leia Colossenses 2:6).
A vida cristã pode ser comparada a uma corrida, onde nós, como corredores, devemos
“deixar todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”
(leia Hebreus 12:1).
O pecado, muitas vezes, tem raízes em nosso próprio ego, que busca satisfazer a vontade própria e seguir o nosso próprio caminho. Essa “corrida” começa com um ato de renúncia própria e continua com a mortificação das obras da carne (leia Romanos 8:13).
Portanto, o imperativo “negue-se a si mesmo” significa renunciar completamente à nossa natureza pecaminosa e caída.
Negar a si mesmo é:
Abrir mão da busca por justiça própria (leia Filipenses 3:9).
Abandonar a suposta sabedoria pessoal (leia Isaías 5:21; Mateus 18:3).
Renunciar completamente à própria força e fortificar-se na graça que há em Cristo Jesus (leia 2 Timóteo 2:1).
Reconhecer que não pertencemos a nós mesmos, pois fomos comprados por um preço (leia 1 Coríntios 6:19–20).
Ou seja, negar a si mesmo é rejeitar as luxúrias, os desejos carnais, a impiedade e as concupiscências mundanas a fim de viver no mundo presente com sensatez, justiça e piedade (leia Tito 2:12).
Pense nisto!

