Ainda em relação à natureza humana de Jesus, destacada por Lucas, é perceptível nos relatos que Ele praticava disciplinas espirituais. De maneira zelosa, Jesus orava com ardor (leia Lucas 10:21; Hebreus 5:7); frequentava as sinagogas aos sábados, lia e confirmava as Escrituras (leia Lucas 4:16–21) e desfrutava da plenitude do Espírito (leia Lucas 3:22; Lucas 4:1). Tais práticas eram realizadas diligentemente por Ele como meios para um autêntico crescimento espiritual (leia Lucas 2:40, 52).
Após a ressurreição, Jesus manteve um corpo físico e fez questão de evidenciar isso para seus discípulos:
“Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.”
Dessa forma, ao ascender fisicamente perante os olhos admirados de seus discípulos (leia Lucas 24:50–51; Atos 1:9–11), Jesus testificou sua completa, plena e contínua humanidade física. É essencial crermos nisto de todo o coração, pois esta verdade ensina e reforça a permanente humanidade de Jesus como o único Mediador entre Deus e o homem.
Portanto, Jesus não deixou de ser plenamente humano após a ressurreição, apresentando diante do Pai a humanidade redimida por toda a eternidade.
“Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.”

