No evangelho segundo João, Cristo é revelado como Filho de Deus. Desde o primeiro versículo, somos conduzidos para antes do tempo começar e apresentados a Cristo como o Verbo, “no princípio”, com Deus e sendo Ele mesmo expressamente declarado Deus (leia João 1:1). Alguns estudiosos entendem que o evangelho segundo João foi destinado a um público mais amplo, incluindo tanto judeus quanto gentios. É o único dos evangelhos que contém o pronunciamento explícito do propósito do autor:
“Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”
João utiliza o verbo “crer” repetidas vezes, deixando claro que aqueles que creem em Jesus recebem a vida eterna (leia João 3:15–16, 36; João 5:24; João 6:35, 40, 47; João 17:2–3). Seu objetivo era persuadir os leitores quanto à verdadeira identidade de Jesus e, para isso, ele O apresenta como:
Deus encarnado (leia João 1:1, 14; João 8:23, 58; João 10:30; João 20:28).
Messias (leia João 1:41; João 4:25–26).
Salvador do mundo (leia João 4:42).
Meditar nos evangelhos é sempre ter um vislumbre da Pessoa e da Obra do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ainda que de forma incompleta, pois o próprio evangelista escreveu:
“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem.”
Apesar disso, o conhecimento que recebemos por meio dos quatro relatos é suficiente para nos prostrar em adoração ao nosso Senhor e Salvador. Em Cristo não cabem ideias simplórias ou reducionistas; estudar sobre Ele sempre transforma e confronta a nossa vida.

