Há quem leia este versículo (resposta de Jesus ao questionamento dos discípulos de João Batista) e interprete que o Senhor tenha abolido o jejum. Mas, como esta afirmação poderia ser verdadeira se, em Mateus 6:16-18, Jesus orienta sobre como devemos proceder ao jejuar? A Palavra de Deus não se contradiz, consequentemente, Jesus também não!

Os ensinamentos acerca do jejum descritos neste versículo são:

  1. Jesus afirma que aquela não era uma ocasião apropriada para tal atitude: casamento é momento de celebração e alegria, não de luto. Entre os judeus, a celebração de um casamento era uma ocasião de comemorações muito especiais. Depois da cerimônia, e durante uma semana inteira, os convidados participavam, com o noivo e a noiva, de ininterruptas festas. Jesus, neste contexto, se compara ao noivo, e seus discípulos aos convidados do casal. Como poderiam os convidados mostrarem-se tristes ou de luto?

  2. Jesus afirma que os convidados jejuarão na ausência do noivo. Ou seja, o jejum é praticado pelos discípulos na ausência física de Cristo, trazendo a ideia de dependência espiritual.

  3. Por fim, o jejum praticado pelos discípulos de João e os fariseus está vinculado a práticas legalistas. Legalismo é toda forma de salvação à parte de Cristo. Mas, o jejum praticado pelos discípulos de Cristo é fruto de uma atitude natural, cujo objetivo é demonstrar devoção ao noivo – o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Portanto, ao jejuar, declaramos crer que:

“nem só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus”

(Mateus 4:4)

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