Quando você ouve a expressão “Disciplina na Igreja”, o que lhe vem à mente?
Parece que nossa percepção atual da disciplina eclesiástica é aquela em que líderes ditam o que é permitido e o que não é. Isso não é surpreendente, considerando os incidentes de abuso de autoridade que ocorrem tanto dentro quanto fora da igreja.
No entanto, é importante lembrar que a disciplina eclesiástica é o mecanismo estabelecido pelo Senhor para edificar e fortalecer Sua própria igreja.
É crucial perceber que o crente em Jesus Cristo, que é justificado pela fé, também é adotado pela fé. Além de ser declarado inocente diante do trono de julgamento, Deus torna cada pecador redimido Seu filho, fazendo-o parte da família de Deus (leia João 1:12 e Romanos 5:1).
Ao ver a igreja como uma família, começamos a compreender o propósito e a bênção da disciplina eclesiástica.
A palavra “disciplina” frequentemente evoca imagens de julgamento e punição, o que pode nos colocar na defensiva imediatamente. No entanto, esse não deveria ser o principal uso bíblico da disciplina.
A disciplina bíblica está intimamente relacionada a outra palavra igualmente importante: discípulo. Um discípulo é alguém que é ensinado e, no Novo Testamento, há uma referência especial ao aprendizado e à observância dos mandamentos de Jesus (leia Mateus 28:19-20).
Portanto, disciplina é aprender os caminhos do Senhor.
Disciplinar é o mesmo que educar ou instruir em um sentido mais amplo. Veja o que o apóstolo Paulo escreve aos pais sobre a disciplina:
“Pais, não provoquem seus filhos à ira, mas criem-nos na disciplina e admoestação do Senhor.”
(Efésios 6:4)
Da mesma forma, o autor de Hebreus nos diz:
“O Senhor corrige aqueles a quem ama e castiga todo filho a quem recebe.”
(Hebreus 12:6)
Portanto, se disciplinar é o trabalho e a demonstração de amor de pais dedicados que instruem seus filhos, como podemos “desprezar a correção do Senhor” por meio dos pastores e líderes que Deus mesmo concedeu à igreja com o propósito de edificar e disciplinar Seu povo?
Reflita sobre isso.
