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Quando Paulo testemunhou Pedro agindo de maneira prejudicial tanto à verdade do Evangelho quanto à paz da igreja, ele não hesitou em repreendê-lo por suas ações.

O que exatamente Paulo viu? Ele percebeu que Pedro não estava se comportando corretamente “conforme a verdade do Evangelho”. Mais especificamente, quando Pedro chegou a Antioquia, compartilhava refeições com os cristãos gentios. No entanto, quando os judaizantes chegaram, Pedro recuou em sua comunhão com os irmãos gentios, afastando-se deles (leia Gálatas 2:11-13).

Dessa forma, tanto Pedro quanto os outros — inclusive Barnabé — deixaram de viver de acordo com o princípio ensinado pelo Evangelho, que proclama que a parede divisória entre judeus e gentios foi demolida com a morte de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio... para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz.”

(leia Efésios 2:14-16)

Como a ofensa de Pedro foi pública, Paulo também o repreendeu “na presença de todos”, questionando-o:

“Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

(Gálatas 2:14)

Com esse questionamento, Paulo procurou expor a contradição na conduta de Pedro. Se ele, sendo judeu, podia dispensar a observância da lei cerimonial e viver de acordo com os costumes dos gentios, isso implica que ele não considerava a obediência à lei necessária nem mesmo para os judeus. Portanto, não poderia, de forma coerente com sua prática, impor essa obrigação aos cristãos gentios.

Paulo acrescentou ainda:

“Nós somos judeus por natureza, e não pecadores dentre os gentios.”

(Gálatas 2:15-16)

Ele estava corrigindo a insensatez de retornar à lei. Se era errado para os judeus por natureza voltarem à lei e esperarem ser justificados por ela, ainda mais errado seria exigir dos gentios — que nunca estiveram sujeitos à lei — tal obrigação, uma vez que:

“Pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.”

(Gálatas 2:16)

Assim, Paulo continuou ensinando a doutrina da justificação pela fé, fundamento central do Evangelho.

Portanto, não basta crer no Evangelho — é necessário aplicá-lo em nossa vida diária. Esse incidente nos ensina a desconfiar de nós mesmos e a avaliar nossa vida à luz das Escrituras, pois somente por meio dela podemos obter a sabedoria necessária para permanecer firmes em nossos princípios.

Além disso, devemos estar sempre prontos tanto a exortar com bondade e mansidão, quanto a receber repreensões.

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