Após advertir sobre não orar como os hipócritas, nem usar de vãs repetições, Jesus começa a ensinar os discípulos sobre como deveriam orar. A oração do Pai Nosso (como é comumente conhecida) não é uma “receita” para ficar sendo repetida várias vezes como algo sem sentido. Se este fosse o objetivo, o Senhor Jesus não teria denunciado o erro das vãs repetições. A oração do Pai Nosso é como um modelo que deve ser seguido e, ao mesmo tempo, preenchido com as nossas próprias palavras para nos relacionarmos com Deus.
A frase inicial “Pai Nosso” deixa claro que toda oração deve ser dirigida exclusivamente a Deus Pai. O Senhor Jesus começou a oração promovendo uma revolução no relacionamento com Deus em seus dias. Por que? Porque, naqueles dias, as pessoas estavam acostumadas a chamar Deus de Senhor dos Exércitos, Rei, Santo, Justo, Soberano, mas não de Pai, com certeza não! Deus é eternamente Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus e, por meio do sacrifício redentor de Cristo, nós fomos adotados como filhos de Deus (leia João 1:12; Romanos 8:15).
A expressão “que estás nos céus” declara a infinita grandeza e glória de Deus acima do Universo visível. Ou seja, retifica que Deus é Único, Infinito, Absoluto e Incomparável. Além disso, estas palavras não limitam a presença de Deus ao céu, pois sua presença é real tanto na terra como nos céus (leia Deuteronômio 4:39). Portanto, ao orar, devemos crer que o Senhor, nosso Deus e Pai:
“o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: habita no alto e santo lugar, mas habita também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.”
