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A contenda mencionada ocorreu entre Paulo e Barnabé após a proposta de Paulo de revisitar os irmãos nas cidades onde eles já haviam pregado a Palavra, a fim de verificar como estavam. Barnabé aceitou a proposta, mas sugeriu que João Marcos os acompanhasse, o que Paulo discordou. Paulo argumentou que João Marcos havia se afastado deles durante a primeira viagem missionária (leia Atos 13:13; Atos 15:36-38).

Como não conseguiram chegar a um acordo, “se apartaram um do outro”.

Barnabé foi firme em sua posição, afirmando que não iria com Paulo a menos que João Marcos fosse junto. Paulo também foi igualmente categórico em sua decisão de não permitir que João Marcos os acompanhasse.

Esse episódio é lamentável, mas também é instrutivo, pois mostra que mesmo homens tão tementes a Deus são apenas homens sujeitos “às mesmas paixões que nós” (Tiago 5:17); e isso confirma o que Paulo e Barnabé já haviam expressado anteriormente (leia Atos 14:15).

Devemos reconhecer que este episódio foi registrado como um aviso para nós, a fim de lembrar que, mesmo aqueles que estão unidos em Jesus e são santificados pelo mesmo Espírito, têm percepções, opiniões e sentimentos diferentes em questões que exigem prudência.

Apesar das dificuldades em administrar esse conflito, Barnabé e Paulo continuaram a servir a Deus e a pregar o Evangelho. Barnabé foi para Chipre “levando consigo a Marcos”, e:

“Paulo, tendo escolhido a Silas... passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas”.
(Atos 15:39-41)

É interessante notar que mais lugares foram visitados e mais obreiros — João Marcos e Silas — foram incorporados ao ministério do Evangelho entre os gentios, tudo para a glória de Deus.

Outro ponto surpreendente é que Paulo, mais tarde e com base em outras evidências, mudou de opinião sobre João Marcos. Escrevendo a Timóteo, ele disse:

"Traga Marcos com você, pois ele me é útil para o ministério"
(2 Timóteo 4:11).

Na carta aos Colossenses, ele ordenou que, se “Marcos, sobrinho de Barnabé”, fosse até eles, deveria ser recebido de braços abertos e usado na obra (leia Colossenses 4:10).

Assim como Paulo, devemos administrar e ponderar cuidadosamente os momentos de conflito, pois pode ser que só no futuro tenhamos uma perspectiva melhor sobre eles. Caso mudemos de opinião, não devemos nos envergonhar de nossa atitude. Ninguém está imune a isso!

Se aconteceu com Paulo e Barnabé, pode acontecer entre você e seu irmão mais próximo. O que você fará nessas situações? Abandonará o Senhor ou sairá da igreja por causa de uma opinião divergente?

Seja proativo e resolva a questão! Não fale mal do irmão e siga em frente sem rancor, amargura ou ressentimento, entendendo que todos

“nós somos cooperadores de Deus!”
(1 Coríntios 3:9).

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