Para compreender melhor estes versículos precisamos imaginar como era um escravo na época do apóstolo Paulo. Quando pensamos em um professor nos dias de hoje, logo vem à nossa mente uma pessoa que dá certa parte combinada de seu tempo ao seu patrão, e que recebe o pagamento conforme combinado. Assim, nesse tempo combinado, este professor está à disposição do seu patrão e sob suas ordens. Ao final do expediente, este professor fica livre para fazer o que achar melhor: se quiser, ele pode dar aulas durante o dia e ser vigilante à noite, certo? Porém, na época do apóstolo Paulo, a situação do escravo era totalmente diferente: um escravo não podia, em hipótese alguma, fazer o que quisesse; ele era possessão exclusiva de um senhor apenas, em tempo integral.

É esta figura que Paulo usa para nos exortar: quando éramos escravos do pecado, este tinha total possessão sobre nós. Dessa forma, não podíamos fazer outra coisa que não fosse pecar. Mas agora, nós fomos libertos do pecado e nos tornamos servos de Deus. Ou seja, na condição de servos (escravos) da justiça, não podemos sequer falar em pecar. Nossos membros devem ser apresentados para servirem à justiça para santificação.

Portanto, é impossível ficar neutro, pois todos têm um mestre: Deus ou o pecado. Qual é o seu mestre? Se a sua resposta for Deus, lembre-se que não pode mais dar uma parte de sua vida, uma parte do seu tempo, uma parte dos seus membros a Ele e outra parte ao pecado. Antes, assim como servia inteiramente às imundícias e maldades, apresente-se como alguém que serve à justiça para santificação. O cristão é alguém que tem a liberdade para não mais viver pecando, porque foi comprado com o sangue precioso de Cristo (leia 1 Pedro 1:18-19) e agora pertence a Deus!

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