Ao meditar na primeira parte deste versículo, precisamos ser lembrados que: sempre estaremos completamente endividados em relação a Deus, a menos que a plena compensação seja feita a Ele. Mas, como pagaríamos essa compensação, se moral e espiritualmente falando, somos pessoas sem recursos? O pagamento, então, teria que vir de fora de nós mesmos; e aqui é que o Evangelho traz as boas novas dAquele que tomou sobre Si o ofício de “Fiador de melhor aliança” (leia Hebreus 7:22), e prestou plena satisfação à justiça divina em favor do Seu povo.

Em Cristo, a plena expiação por todos os nossos pecados foi feita e, na cruz, nossa culpa foi cancelada. Jesus, o Cristo, nos alcançou com a graça perdoadora. Glória a Deus por isso! Mas alguns cristãos experimentam certa dificuldade ao orar “perdoa-nos as nossas dívidas” e perguntam: “Se Deus já perdoou Seu povo de todas as transgressões, não seria desnecessário que continuemos a pedir perdão?” E a resposta é não! Por sermos ainda peregrinos aqui, infelizmente ainda pecaremos e, para que a misericórdia salvadora do Senhor seja reconhecida e nossa fé exercitada, devemos orar a Deus – diariamente – em arrependimento e fé para sermos perdoados (leia 1 João 1:6-10).

Na segunda parte de Mateus 6:12, Jesus ainda nos ensina a confirmar nosso pedido de perdão com um argumento: “assim como perdoamos nossos devedores”. Ou seja, aqueles que querem corretamente orar a Deus em busca de perdão, devem perdoar aqueles que lhe fazem, lhe fizeram ou algum dia lhe farão mal. E, caso tenhamos alguma dificuldade em exercitar o perdão, sigamos o exemplo do nosso Senhor:

“...assim como Cristo vos perdoou, perdoai vós também.”

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