A justificação pela fé sempre será uma doutrina essencial a ser ensinada a todo regenerado, pois ela estabelece uma clara distinção entre o cristão nominal e o cristão genuíno. O cristão nominal pode falar longa e frequentemente, de modo meramente intelectual, sobre “doutrinas” e assuntos terrenos; o conteúdo de suas palavras costuma variar conforme o público e a audiência. Já o cristão genuíno, embora esteja disposto a ouvir aquilo que edifica, procura ser “pronto para ouvir e tardio para falar” (leia Tiago 1:19).
E, quando fala de assuntos espirituais, o faz para testemunhar o que o Senhor, em Sua infinita misericórdia, tem realizado em sua vida. Em contraste, o cristão nominal (não regenerado) demonstra constante ansiedade para que os outros saibam o que ele tem feito para o Senhor.
No que diz respeito à conduta diária, as diferenças entre o cristão genuíno e o cristão nominal tornam-se ainda mais evidentes. O cristão nominal preocupa-se em manter uma aparência externa de justiça, mesmo abrigando hipocrisia no coração (leia Mateus 23:28).
Ele recorre a máscaras e busca exaltar sua suposta bondade (leia Provérbios 20:6; 30:12). O cristão genuíno, por sua vez, aprende continuamente o que significa ser “manso e humilde de coração” e, como filho de Deus, se reveste de “ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão e de paciência” (leia Colossenses 3:12).
Ele procura ser o mesmo tanto em público quanto em particular, e sua adoração é marcada pela sinceridade e pela verdade.
Essas diferenças têm origem na fé concedida por Deus e implantada no coração do regenerado pelo Espírito Santo. O cristão genuíno compreende que não foi salvo por suas próprias obras, mas unicamente pela fé em Jesus Cristo. Essa fé transformadora purifica o coração (leia Atos 15:9), atua por meio do amor (leia Gálatas 5:6) e o capacita a vencer o mundo (leia 1 João 5:4).

